Projeto - Com amor, por favor, sem flash - 2º Sorteio

segunda-feira, setembro 30, 2013


Olá amores, tudo bem?

Essa já é a segunda vez que participo do sorteio do projeto "Com amor, por favor , sem flash". Para saber mais sobre o assunto clique (aqui). Bom, na semana passada recebi minha segunda cartinha e fiquei super feliz.

Quem me enviou foi a Ana Paula do blog Chá com bolacha. O mais legal é que no primeiro sorteio eu tirei a Ana Paula e agora nesse segundo sorteio ela me tirou. *-*
Esse mês, o tema da carta foi "Sua música favorita". A Ana me enviou uma carta, uma foto de um casarão, um conto escrito por ela e a letra da música que originou o conto.

Bom, sou apaixonada por contos e por histórias que falam sobre amizade,  escolhas e juventude.
Não conhecia a música que inspirou a Ana à escrever o conto, mas ao procurar a tradução, fiquei fascinada em ver como ela conseguiu transformar aquela música em um conto (digno de virar um filme).

Então vamos a foto, a música e ao texto :

O Casarão

Todo fim de semana era a mesma coisa, sempre juntávamos a turma e íamos para o estacionamento do mercado da cidade.
Lá rolava de tudo o que se podia imaginar e com isso eu podia dizer que já tinha visto de tudo. Coisas inacreditáveis aconteciam naquele lugar.

Beto e Guto sempre traziam coisas novas para experimentarmos, mas eu sempre recusava. Sempre fui fraco até para o cigarro, então não abusava.
- Ei, essa é da boa! - Dizia Beto toda vez que abria um pacote novo.
- Sinto os efeitos até agora - Completava Guto.
Apesar de gostar de testar tudo o que era novo, o grupo era pacifico e não gostava de confusão. Sempre ficávamos de boa, curtindo a madrugada, andando de skate e curtindo sempre uma garota diferente.

-Ai galera, esta aqui é a Sophie, minha namorada. - Dizia Fred toda vez, enquanto os outros garotos riam, pois já sabiam que na semana que vem outra estaria no lugar daquela.
-Ahh! conta outra Fred, não venha bancar o apaixonado. Acho que aquele bagulho subiu sua cabeça. - Guto adorava tirar Fred do sério.
- Vai se ferrar! - Rebatia Fred.

Naquela noite Caio chegou atrasado, o que não era tipico. Enquanto riamos da paixonite aguda do Fred, todos olharam ao mesmo tempo enquanto ele se aproximava.
- E aí malandrão, espero que tenha um bom motivo para ter perdido o bagulho sensacional que eu tenho aqui. - Disse Beto fazendo a festa.
-Prometo ligar da próxima vez avisando AMOR, para não te deixar preocupado. Juro que não estava te traindo. - Caio jogou um beijinhos para Beto, enquanto todos riam.
-HA HA HA, engraçadinho! - Disse Beto fechando a cara e se concentrando no celular.
- Deixa de ser bicha, eu na verdade demorei porque antes de sair de casa recebi esse e-mail aqui- estendeu o papel nos mostrando - é anonimo; sobre uma festa que acontecerá hoje na avenida principal. Tá ligado aquele casarão que tem lá? Pois é, será lá. Nada mais justo que irmos né?! Sair um pouco desse maldito estacionamento- Completou Caio eufórico.

Eu itenrrompi sua euforia e disse: - Pera aí! Deixa eu ver se eu entendi. E-mail anonimo? festa? casarão? Só eu acho isso um pouco estranho demais?
- Ah Paulo, para vai. Admite nem você, que é o mais lerdo daqui; não aguenta mais esse lugar. Acho que não custa tentar. - Disse Guto enrolando sua última baseado.

Depois desta frase, todos concordaram, pegaram suas coisas e foram para o carro em direção ao destino desconhecido, inclusive eu.
O caminho foi tranquilo. A brisa fresca batia em meu rosto e até comecei a não achar a ideia tão ruim assim. Claro, isso até chegar à avenida principal, totalmente vazia, o único barulho vinha do tal casarão. Parecia que toda a cidade estava lá.
Estranhamente achamos facilmente um lugar para parar o carro.
Quando chegamos na frente do casarão nos deparamos com uma fila imensa, mas de onde estávamos pude perceber o porque e me espantei.
- Pessoal, vejam ali, aqueles caras estão fazendo uma revista geral na galera. Qual a necessidade daquela lanterna na cara das pessoas? Não vejo outro motivo a não ser cegar todo mundo. - disse eu para todos.
Espantado, Beto olhou em direção a entrada e arregalou os olhos. Preocupado com sua expressão, dei-lhe um safanão e disse: - E aí cara, porque estes olhos tão esbugalhados? Sem pensar duas vezes, ele pediu a Caio o e-mail para verificar o endereço da festa e sua expressão congelou..
Guto estalou os dedos na frente de seu rosto, mas nem um sinal vital foi mostrado.

Apos um momento de silencio. Beto disse: - Caraca! Não pode ser.
- O que não pode ser cacete?! - Disse Caio
- Não é a toa que esse e-mail que você recebeu é anonimo. - Gaguejou Beto.
-Do que você está falando, Beto? - Gritou Caio já nervoso.
- Essa....- Beto ficou pálido- ... Essa festa era só para AQUELES convidados e o e-mail anonimo é porque essa festa é só do maior traficante da cidade. Por isso a revista na porta, para evitar qualquer possível policial disfarçado. - Disse Beto sem reação.
- Eu disse que não era uma boa ideia - Alertei a todos.
- Calem a boca! - Gritou Caio - Já que estamos aqui vamos entrar, afinal é tudo de graça.
- Gente eu acho arriscado . - Disse, já tremendo.
- Ah não vejo nada demais ficarmos e nos divertimos um pouco. O que pode acontecer? Toda a cidade está aqui - Disse Guto na sua maior calma.
Mesmo a maioria estando apreensiva, resolvemos ficar. Em poucos minutos estávamos com a luz daquela lanterna enfiada nas nossas caras. Já dentro do casarão o clima não era diferente.
A atmosfera não era outra a não ser da eminente sensação de violência que podia explodir a qualquer momento.

O grupo havia se separado. E usei sozinho as coisas que até Deus duvida. Apos alguns segundos Beto se aproximou e me puxou para o canto e sussurrou: - Não é a toa mesmo o e-mail anonimo.
- Como assim? - Perguntei
- Simples, todo mundo que foi convidado por e-mail tem uma ligação com este traficante. Ninguém foi convidado aleatoriamente. Por isso a revista.  Todo mundo que está aqui está armado. - Disse Beto aflito.
- Pera aí - Disse refletindo - Isso explica o motivo de seus atrasos e o afastamento do grupo . - Completou Beto. - Cara não consigo acreditar. Sabia que isso não estava certo desde o começo. - Disse
- Cara a gente precisa dar o fora daqui, isso não vai prestar. Estamos no lugar er...
Antes que Beto pudesse terminar sua frase o casarão foi invadido pela polícia. Realmente era pretensão achar que isso não aconteceria. O corre corre foi o suficiente para me separar de Beto.
Tiros zuniam na minha orelha, mas meio a tanta gritaria e de repente senti uma mão no meu ombro e já pensando que fosse um policial, me preparei e me entreguei gritando. - Eu me rendo, eu me rendo!
- Cala a boca idiota, e vem por aqui. - Disse Fred acompanhado de Guto e Beto. - Vem por aqui, conheço uma saída.
- Como assim conhece uma saída? - Perguntei espantado.
- Te explico depois - Gritou Fred.

O caminho até a tal saída levou seculos e foi desesperador. Pessoas caídas, gente gritando, havia um foco de incêndio, gente rendida e muitos, muitos tiros.
Quando achei que já não havia mais esperança eis que sinto novamente a brisa fresca daquela noite de Sábado no meu rosto. Nos dirigimos ao carro. Fred deu partida e quando já estávamos saindo  eu disse: - Ei cara, calma, não podemos ir falta o Caio.
- Ele não virá conosco. - Disse Fred com o semblante sério.
- Como assim não virá? - Opinei.

Com a cabeça baixa próximo ao volante, Fred murmurou:
- Eu o vi ser atingido por um tiro na cabeça enquanto tentávamos sair do casarão.- Suspirou - Ele não sobreviveu.
Chocados com a declaração ficamos em silencio por um tempo.
Então Beto disse chocado:
- Como antigido? Cara não dá para acreditar. Tudo graças aquele maldito e-mail. Porque ele tinha que se envolver nisso?
Silencio.

Após uns minutos Fred quebrou o silencio.
-Eu sei o que vocês estão pensando. Mas tenho algo a dizer.
- O que? - Perguntamos.
- Eu sou o culpado!
- Como assim? - Perguntou Guto.
- Eu que recebi aquele e-mail, eu fazia parte e não Caio. Eu o usei - Desabafou Fred.
- Como você pode... - Gritou Guto.
- Eu que recebi aquele e-mail e não achei que daria nisso, só queria fazer algo diferente- disse Fred ainda de cabeça baixa. - Encaminhei o e-mail à Caio, pois sabia que convenceria a irem.

Silencio.

- Nos leve já para casa - Gritei.
A noite foi longuíssima, dormir era impossível, Caio fazia muita falta, as noites de Sábado no estacionamento também. Mas agora só restam as recordações.
O grupo nunca mais se falou, soube que Fred se mudou e nem me interessa saber para onde. Hoje completa um mês. E nada será como antes. Só tenho uma certeza, eu já vi de tudo nessa vida e nada mais me surpreende, muito menos o ser humano.



E aí, gostaram? Beijinhos e até a próxima.

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6 comentários

Comentário(s)
6 Comentário(s)
  1. Oii flor ^_^... Ounn *_* que bom que vc gostou da estória, era o que mais eu tava ansiosa para saber rsrsrs. Adorei o que escreveu ^^ ... essa musica me inspirou muito e é realmente um cantor que eu gosto muito.
    Obrigadaaaa mesmoo .. bjinhos

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    1. Oi Ana! :)
      Amei, como disse na postagem achei digna de um filme.
      Fico feliz que você tenha gostado. Mais uma vez parabéns pelo trabalho.
      De nada, eu que agradeço.
      Mil beijinhos.

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  2. Amei demais, mto legal
    beijos
    http://www.lynnkumoruna.com/

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    1. Oi Lynn! :)
      Muito obrigado. ^^
      Mil beijinhos.

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  3. E eu aqui só na ansiedade da minha chegar looogo! *-*
    Lirisando

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    1. Oi Nick! :)
      HAHA, eu também estava super ansiosa, antes da minha chegar. ^^
      Beijinhos.

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